No Dia de Hoje – 6 de setembro

Candidato se dirigia para comício quando foi ferido (Foto: Arquivo)

No dia 6 de setembro de 2018, durante um comício de candidatura a presidência do Brasil, o então deputado federal Jair Bolsonaro (na época do PSL) sofreu um atentado enquanto era carregado em meio à uma multidão de apoiadores. Foi quando sofreu um golpe de faca na região do abdômen desferido por Adélio Bispo de Oliveira.

A programação da campanha presidencial previu a chegada do candidato a Juiz de Fora, às 11 horas de 6 de setembro. Bolsonaro visitaria o Hospital Ascomcer e participaria de um almoço com lideranças empresariais. Em seguida, faria um ato público em frente à Câmara Municipal da cidade, no Parque Halfeld, de onde iria para a Praça da Estação, onde realizaria seu comício, sendo escoltado por agentes da Polícia Federal.

Bolsonaro foi esfaqueado enquanto era carregado nos ombros por simpatizantes, em um evento de campanha na rua Halfeld, uma das mais importantes da região central da cidade mineira de Juiz de Fora. Foi ferido no abdômen, sofrendo uma lesão em uma importante veia abdominal, o que causou uma grave hemorragia. Ele foi levado à Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, dando entrada na emergência por volta de 15h40, com uma lesão por material perfurocortante no abdome. O candidato foi submetido a uma laparotomia exploratória.

Mesmo com a gravidade dos ferimentos e com uma grande perda de sangue, o presidenciável conseguiu sobreviver. Ao todo, Bolsonaro realizou quatro cirurgias relacionadas aos danos causados no atentado. Adélio foi preso em flagrante pela Polícia Federal e conduzido para a delegacia central da cidade. Após investigação a polícia concluiu que ele agiu sozinho no crime, sem ser orientado por um mandante.Em junho de 2019, a prisão preventiva de Adélio foi convertida em uma internação por tempo indeterminado na penitenciária federal de Campo Grande no Mato Grosso do Sul.

Adélio afirmou ter cometido o crime “a mando de Deus”. Em seu perfil no Facebook, constam críticas à classe política em geral, ao presidente Michel Temer e teorias da conspiração contra a Maçonaria. Além disso, foi filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), entre 2007 e 2014, e já respondia a um processo por lesão corporal, que teria sido cometida em 2013. Uma sobrinha afirmou que Adélio foi missionário evangélico e que tinha se afastado da família, dizendo também que ele “tinha ideias conturbadas”.

O alto grau de complexidade da cirurgia à qual Bolsonaro foi submetido o impossibilitou de continuar sua campanha nas eleições de 2018 da forma tradicional, por conta do tempo mínimo de um a dois meses de recuperação. Ele recebeu alta no dia 29 de setembro e nas semanas seguintes, por recomendação médica. permaneceu a maior parte do tempo em casa, mas foram permitidas saídas rápidas Por causa de suas limitações prosseguiu com sua campanha política concedendo entrevistas e fazendo publicações em suas redes sociais.

Isso não o impediu de se eleger presidente, pois foi o candidato mais votado no primeiro turno, em 7 de outubro daquele ano, com 46,03% dos votos válidos, à frente de Fernando Haddad (PT) com 29,28% dos votos. Os dois disputaram o segundo turno em 28 de outubro, no qual Bolsonaro foi eleito Presidente com 55,13% dos votos válidos, contra os 44,87% de Haddad.

Fonte: Wikipédia

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