Coronavírus: saiba tudo sobre a doença que preocupa o mundo e como prevenir

Nesta segunda-feira, dia 27, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reclassificou como “elevado” o nível de alerta em relação ao risco global do novo coronavírus (variante 2019-nCoV). Segundo o relatório, essa avaliação considera que todo o território chinês passa a ser considerado área de transmissão ativa da doença. Essa nova variante do vírus foi identificada recentemente, após a notificação de casos de pneumonia de causa desconhecida entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, diagnosticados inicialmente na cidade chinesa de Wuhan, capital da província de Hubei.

Segundo um site desenvolvido por especialistas do Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, os números são alarmantes: já foram confirmados mais de 7 mil casos e mais de 130 mortes até esta quarta-feira, dia 30, na China e em outros 14 países da Ásia, Oceania, Europa e América do Norte (no mapa, nas regiões marcadas em vermelho). A ferramenta monitora a transmissão do coronavírus em tempo real em todo o planeta.

No Brasil, há no momento nove casos suspeitos da doença em seis estados. O Ministério da Saúde anunciou que os pacientes se enquadraram na atual definição de caso suspeito para o novo coronavírus, estabelecida pela OMS, ou seja, apresentaram febre e, pelo menos um sinal ou sintoma respiratório, e viajaram para área de transmissão local nos últimos 14 dias.

O coronavírus compreende uma família de vírus conhecidos desde meados da década de 1960, que podem causar um resfriado comum ou síndromes respiratórias graves como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome (SARS-CoV), e a síndrome respiratória do Oriente Médio, cuja sigla é MERS, do inglês Middle East Respiratory Syndrome (MERS-CoV). Esses vírus receberam esse nome devido às espículas na sua superfície que lembram uma coroa.

A transmissão acontece de pessoa para pessoa, e de forma continuada através de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão e contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos. O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção. Os principais são sintomas são febre, tosse e dificuldade para respirar.

Não existe um tratamento específico para as infecções do coronavírus humano. A recomendação do Ministério da Saúde é procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento tão logo apareçam os sintomas. Nesse caso, é indicado repouso e consumo de bastante água, uso de medicamentos para dor e febre, e uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse.

No estado do Rio de Janeiro, o governo – através da Secretaria de Estado de Saúde e da Subsecretaria de Vigilância em Saúde – divulgou nota técnica sobre o coronavírus, informando sobre a realização de ações de intensificação junto às gerências dos aeroportos na capital fluminense (Internacional Tom Jobim e Santos Dumont) para o controle dos casos, entre elas a elaboração de avisos sonoros com recomendações sobre sinais, sintomas e cuidados básicos; definição de área restrita para recebimento de possíveis casos suspeitos, e sensibilização das equipes dos postos médicos quanto à detecção desses casos. Até o momento, nenhum caso da doença foi confirmado no estado.

COMO PREVENIR O CORONAVÍRUS
Ainda que não haja um caso confirmado de coronavírus no Brasil, a prevenção contra a doença é a mesma contra os vírus da gripe comum. Ainda que não seja desaconselháveis ou proibidas, o Ministério da Saúde tem orientado a população brasileira a evitar viagens aos locais sob risco de contágio. Além disso, outras medidas recomendadas para prevenção são:

– Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
– Realizar lavagem frequente das mãos ou usar álcool em gel, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
– Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
– Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
– Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
– Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
– Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
– Manter os ambientes bem ventilados;
– Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
– Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Foto: Reprodução

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