13 de Maio: Estamos no mesmo barco?

Escrevi esse texto no dia 13 de maio, portanto não sei como está nosso país hoje em termos das crises política e sanitária: Bolsonaro ainda está livre? Descobriram a vacina contra o Covid-19? Infelizmente as respostas devem ser ‘sim’ e ‘não’, respectivamente. Apesar da dinâmica dos últimos dias. Melhor deixar pra lá essa briga entre Direita e Extrema Direita que só interessa aos donos do poder. Eles decidem, de acordo com seus interesses, para que lado o país vai cair. A crise sanitária interessa mais. Vamos nela.

Parece lugar comum que alguns analistas (que se reproduzem como coelhos em nossos telejornais), ao comentarem sobre o poder devastador do Covid-19, o considerem democrático. Dizem eles: “Atinge rico e pobre e a preocupação deve ser geral porque estamos todos no mesmo barco”. Não, caras pálidas. Não estamos todos no mesmo barco. Podemos estar, sim, no mesmo mar. Mas tem gente em iate de luxo, outros em barcos mais ou menos, alguns em canoas (algumas furadas), mas a maioria está mesmo é usando boias de câmara de ar de pneu de caminhão.

Estou sendo repetitivo, mas não tem outro jeito. A pandemia está deixando escancarado o tamanho da desigualdade de nossa sociedade. Estão morrendo muito mais pobres e não é só por que são maioria. As condições são sempre ruins demais para essa parte da população. Faltam leitos e testes para os pobres. O isolamento num bairro de classe média é uma coisa muito diferente do que ocorre num bairro periférico, nas favelas, onde residem muitos dos chamados “invisíveis”. São três, quatro pessoas em pequenas casas de dois cômodos. Por vezes mais gente e menos cômodos. Muitos desses pobres já estavam desempregados nessa economia assassina de Paulo Guedes, o Chicago’s boy remanescente da tragédia pinochetiana no Chile. As perspectivas são as piores possíveis.

Aí vem o pseudo presidente da república, e covardemente expõe ao cidadão a cruel bifurcação, para que ele escolha entre morrer em casa de fome ou na rua, de Coronavírus. Fala do desemprego como resultado da política de isolamento mantida pela maioria dos governadores e prefeitos. Mas não apresenta um plano para ajudar o povo que tanto fala em defender. A ajuda emergencial de 600 reais não chega a todos os necessitados. A fome, sim, está chegando. A segunda parcela ainda não saiu e tem gente que sequer conseguiu a primeira. Os caminhos burocráticos parecem que estão aí para atrapalhar mesmo. Lembrando que se dependesse dele e de Paulo Guedes não haveria ajuda nenhuma. Depois seria de 200 reais. Foram os partidos de Oposição no Congresso que conseguiram elevar o valor.

O caótico capitão não pode ser tão incapaz e burro como aparenta. Ele faz tudo estudado. No país do seu ídolo, Trump também estão morrendo mais pobres. Latinos e negros na maioria. Aqui, entre os pobres, o número maior de vítimas, também é de negros. Parece uma eugenia perpetrada de forma transversal. O pseudo presidente deveria se mirar em Portugal que fez um plano de ajuda a pequenos e médios empresários com duração de seis meses. A contrapartida é não despedir funcionários. Assim o risco de desemprego cairia e o pequeno empresário não estaria inseguro e desesperado pressionando prefeitos para abrir suas portas, temendo a falência logo ali na frente. Ou o Reino Unido que banca 80% dos salários dos trabalhadores exigindo dos empresários como contrapartida, o desemprego zero. É a rede de apoio social. A transferência de recursos aos menos assistidos, é o jeito certo que governos consequentes estão fazendo para defender seu povo e sua economia. Economia sem povo também não existe. Mas aqui o mandatário parece apostar no caos para assumir, à moda Fujimori, o controle ditatorial do país, via autogolpe.

Samba da Jurema na TV: é Samba na veia
o que há de melhor em samba no Sul Fluminense vai sacudir o nosso sábado

Tem rolado ‘lives’ aos montes por aí. É um dos subprodutos positivos da pandemia. Algumas são pura água rala, mas tem coisa boa pintando nas redes e nas emissoras de TV. Neste sábado, dia 16, para comemorar seu aniversário de 30 anos, a TV Rio Sul vai nos brindar com uma ‘live’ superespecial: uma roda de samba com a turma espetacular do ‘Samba da Jurema’. Essa turma faz o que há de melhor em termos de samba no Sul do Estado. Samba de raiz. Os ‘Juremeiros’ vão realizar uma roda de samba, espetacular, tenho certeza. Vai ser logo após o Jornal Hoje. Imperdível!!

Foto: Divulgação

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