Nas redes sociais, moradores de Resende denunciam preços abusivos de produtos

Internauta denunciou preços abusivos dos alimentos em um supermercado (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Nas últimas semanas em que todo o planeta passa pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), alguns moradores de Resende denunciaram nas redes sociais o aumento de preços de alguns artigos de primeira utilidade nos estabelecimentos comerciais. É o que vem acontecendo com um dos produtos de maior procura nesse momento, que também se encontra em falta nas lojas.

– Boa Tarde pessoal, vocês estao conseguindo comprar álcool gel? Passei em algumas farmácias aqui na Cidade Alegria e não tem. O vendedor me informou que um vidro médio estava custando R$ 19. E que já fizeram o pedido porém não sabem quando vai chegar. Álcool gel é tão caro assim? Dezenove reais num pote mediano é absurdo. No meio dessa crise de Coronavírus, o pessoal enfia a mão no preço de tudo. Pelo amor de Deus! – implorou outra moradora, em postagem do último dia 14.

Nesta quarta-feira, dia 25, outra pessoa também denunciou nas redes sociais o abuso nas farmácias. “Cadê o Procon Resende? Hoje fui a duas farmácias… Álcool em gel a R$ 14,90 embalagem de 100 ml”, reclamou a internauta.

Mas o problema não atinge apenas os itens básicos de prevenção ao Covid-19. Alguns moradores de Resende denunciaram nas redes sociais o aumento de preços de alguns alimentos nos supermercados. Uma internauta denunciou através de fotos em seu post publicado em um grupo nas redes sociais que o quilo do alho está em R$ 30,28; o quilo da batata ficou em R$ 8,72 e o tomate em R$ 9,14. Valores considerados abusivos se compararmos a subida dos preços se compararmos a valores praticados de locais como o Ceasa-RJ.

Segundo dados da Agrolink, dos três itens, o alho foi o que teve o aumento maior. De R$ 14 no dias 27 de fevereiro pulou para R$ 25 no último dia 25. Ainda assim, o valor ficou menor do que o praticado no supermercado da foto. Os outros itens também ficaram muito acima do praticado no centro de abastecimento estadual. O quilo do tomate em fevereiro custava R$ 2,50 e subiu este mês para R$ 3,18; e o quilo da batata estava em R$ 1,40 e passou para R$ 1,80. A internauta recebeu várias respostas em seus posts, sendo que outro interauta sugeriu que ela acionasse o Procon da cidade.

A responsável pelo órgão que atua em Resende, Camila Resende, informou que durante os últimos dias a maioria das ocorrências são pelo preço do álcool em geral e máscaras, produtos de grande procura em virtude da pandemia. Ainda de acordo com Camila, até o momento 13 estabelecimentos já foram identificados e notificados com a ajuda da população. O órgão disponibilizou e-mails e telefones para que a população possa relatar estes casos e contribuir com a fiscalização para que os casos de preço abusivo, principalmente em produtos essenciais de prevenção ao Novo Coronavírus, possam ser denunciados sem sair de casa.

Para denunciar, basta enviar um e-mail com o endereço completo do estabelecimento, além de uma foto do produto com o preço abusivo para fiscprocon@resende.rj.gov.br ou procon@resende.rj.gov.br. Para outras informações, há também os números de telefone 3354-4410 ou 3354-6249.

– O consumidor não precisa comprar o produto com preço abusivo para comprovar, basta tirar uma foto do produto com preço e enviar por e-mail junto do endereço completo. Os fiscais irão ao local para notificar o estabelecimento. As fotos são fundamentais também para que não tenhamos denúncias falsas e, assim, o Procon possa fazer o trabalho pensando nos direitos do consumidor – completa Camila.

Mesmo com as medidas de prevenção ao coronavírus, os fiscais do Procon seguem atuando nas ruas em dois turnos. A sede do Procon funciona de forma interna e atende somente casos emergenciais, como corte de energia e corte de água.

 

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