Previsão do tempo: sujeito a cataclismo a qualquer momento!

Inacreditável o clima tenso e de especulações – perseguição também – que se instalou na Câmara Municipal de Resende. Está aberta a temporada de instabilidade não imaginada por Maquiavel em seus Discorsi quando elogia o parlamento por deter as ambições da nobreza e por limitar o poder do rei. Mas em Resende a servidão é a tônica da atuação da maioria dos vereadores. Só observar o discurso de cada um durante a votação da Mesa Diretora: fizeram questão de falar no microfone (para que fique gravado) o quanto são fiéis e continuarão sendo o prefeito. Quase não acreditei ouvindo aquilo de vereadores experientes como e dos não tão experientes assim também. A subserviência é o maior obstáculo dos vereadores; se confundem a quem devem prestação de contas e fidelidade. O resultado é traição, é decepção, é o jogo de poder pelas regras dos mais fortes e o resultado é mais uma coronhada na nossa cabeça.

Assim, os que se atrevem colocar o pezinho para fora do quadrado logo são chamados à realidade. Uns ainda tentam a especulação, outros ainda se arrobam e temperam os discursos e tapas à mesa. Mas o ensaio não tem fôlego, e talvez também faltem coragem e inteligência para o enfrentamento para transformar a Câmara de Resende, num poder independente e fazer com que cada vereador, de fato, perceba a importância de suas atribuições. Noss… é exigir muito, né? Se por um lado, o presidente Roque Cerqueira e seus pares-seguidores não querem largar o mando, por outro, falta firmeza e ação permanente no grupo que garante que vai fazer o Legislativo funcionar como um Legislativo. E claro, sempre fica a dúvida: será?

Resende está perdendo, eles também perdem, e muito, mas nós, sempre perdemos mais. Se fiscalização (função primeira de um vereador) é diamante rosa a ser encontrado em terra de café, imagina com todo este imbróglio que resolveram armar. Executivo nada de braçada, apesar da instabilidade governamental provocada pela arrogância do prefeito Diogo Balieiro Diniz, e, os vereadores cada vez mais, vou repetir, se tornam meros acessórios.

“Creio que não tenho outros conselhos a dar sobre o assunto. Aconselhar o silêncio, para ocultar a opinião, seria recomendar uma conduta inútil à república e ao príncipe;
e não se evitaria mesmo assim todos os perigos, pois o comportamento
de quem agisse desta forma seria suspeito (…)”.

Os fins justificam os meios? O século é o XXI, minha gente e não o XVI.

Fonte das imagens: Redes Sociais

Ana Lúcia
editora do jornal BEIRA-RIO
Blog da Ana Lúcia (alcs.wordpress.com)

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