
{"id":70470,"date":"2020-08-24T14:44:59","date_gmt":"2020-08-24T17:44:59","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalbeirario.com.br\/portal\/?p=70470"},"modified":"2020-08-24T14:44:59","modified_gmt":"2020-08-24T17:44:59","slug":"vermelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalbeirario.com.br\/portal\/?p=70470","title":{"rendered":"&#8220;Vermelho&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pessoal, uma pausa em meio a tanta sandice, oficial ou n\u00e3o. Fecho a janela da realidade e divulgo essa semana um conto do meu livro lan\u00e7ado pela Amazon.com. Na verdade um e-book (Chico Buarque no olho m\u00e1gico). Em breve sai impresso. \u2018Vermelho\u2019 \u00e9 o t\u00edtulo. Sandice s\u00f3 minha. Segue:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vermelho<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os olhos vermelhos da enfermeira o hipnotizavam. Aqueles grandes globos raiados de sangue eram real\u00e7ados pelo contraste com a pele muito branca. Opaca. Gostava de admirar. Sentia uma sensa\u00e7\u00e3o de paz e uma leve satisfa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA cor vermelha desde sempre o atra\u00edra. E o momento inicial dessa quase obsess\u00e3o, ocorrera certamente ainda na inf\u00e2ncia. Quando do primeiro contato com o sangue vivo. N\u00e3o com o dele exatamente. Na lembran\u00e7a, nenhum ferimento ou acidente que expusesse seu pr\u00f3prio sangue. A imagem mais remota vinha de um dia de sol forte num \u2018Sete de Setembro\u2019. Foi quando viu o sangue escorrendo do nariz de um colega de turma durante o desfile c\u00edvico. A exposi\u00e7\u00e3o ao sol e o ar muito seco devem ter provocado a hemorragia. A cena o impressionara. Achou que a vida do colega se esvaia com o sangue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o demorou muito e outro impacto ocorreu. Dessa vez mais forte e no ambiente dom\u00e9stico. Ele chegou a perder o sono depois da primeira vez que assistiu a empregada da fam\u00edlia, dona Geni, matar uma galinha. Bateu-se noite adentro com a imagem da faca afiada passando lenta pelo pesco\u00e7o latejante da ave, rompendo as art\u00e9rias. Via o esguicho formando a po\u00e7a vermelha coagulando no vinagre do prato branco de \u00e1gata. A cena em sua mente se repetia como num moto perp\u00e9tuo. Ficou alguns dias distante da cozinha, perturbado com o que concluiu ser o processo da vida a extinguir-se no jorro do sangue. Pensava no colega da escola. As imagens e as conclus\u00f5es se embara\u00e7avam na mente fr\u00e1gil. Mas o fasc\u00ednio o atraia e logo voltaria a frequentar a cozinha para presenciar a morte de muitas outras galinhas, frangos, patos. O mesmo ritual. A atra\u00e7\u00e3o era aquela po\u00e7a vermelha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda quando crian\u00e7a, outra matan\u00e7a o impressionara. A de um porco que engordava no chiqueiro para uma data apropriada. Essa data foi o casamento de uma prima. As crian\u00e7as estavam proibidas de presenciar a morte do bicho. Mas imposs\u00edvel impedir que ouvissem. Um pavor. S\u00f3 que n\u00e3o foi o grito assustador e lancinante do animal sendo sangrado que mexeu com seu \u00edntimo. O que mais lhe chamou aten\u00e7\u00e3o foi ver a camisa do \u2018seu\u2019 Orcindo banhada de sangue. O velho era perito no of\u00edcio, mas daquela vez alguma coisa na rotina sa\u00edra do eixo. O matador tamb\u00e9m parecia surpreso com tanto sangue na roupa. Mesmo assim, sorria, aparentando satisfa\u00e7\u00e3o pelo dever cumprido. E aquela imagem era mais um ingrediente para fazer ciranda na mente confusa do garoto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sensa\u00e7\u00e3o mais dram\u00e1tica ainda experimentou certa vez quando chegou da escola e deparou com a irm\u00e3 aos prantos correndo at\u00e9 a cozinha onde estavam sua m\u00e3e e dona Geni. A menina tinha uma mancha vermelha na roupa. Era sangue. Ela chorava assustada enquanto minha m\u00e3e e dona Geni demonstravam contentamento. \u2018O que seria aquilo!?\u2019. A irm\u00e3 sangrava como uma galinha, como um porco! Por certo estava perdendo a vida! Por que aquele ar de satisfa\u00e7\u00e3o da m\u00e3e? E a frase: \u201cagora voc\u00ea j\u00e1 \u00e9 mocinha, minha filha\u201d, soou mais enigm\u00e1tica do que explicativa. At\u00e9 porque a menina continuava chorando. Nunca conseguiria entender aquele fato, mas, com o passar dos dias sentiu-se aliviado ao constatar que a irm\u00e3 continuava viva. Diferente da galinha. E do porco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu desenvolvimento mental era lento e parecia piorar com o tempo. N\u00e3o acompanhava a evolu\u00e7\u00e3o dos colegas de classe e repetia o ano. \u00c0 \u00e9poca de prestar o servi\u00e7o militar ainda estava no ensino b\u00e1sico. N\u00e3o serviu. Tamb\u00e9m n\u00e3o notava a vida mudar a sua volta, na sua pequena cidade. N\u00e3o percebeu o grande \u00eaxodo das \u00e1reas rurais e as pessoas indo embora. O lugarejo se esvaziando. Mesmo o conv\u00edvio com o sangue parecia mais distante desde que em casa passou-se a comprar frangos abatidos em avi\u00e1rios e n\u00e3o havia mais datas especiais para matan\u00e7a de porcos. E nem porcos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 voltou a se impressionar outra vez quando viu o sangue em tecnicolor nas telas do cinema. Era um filme de Dr\u00e1cula. Ficou paralisado ao ver na tela, o sangue escorrendo da boca saciada de Christopher Lee.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dueto da vida com a morte envolvendo o sangue o intrigava e o atormentava. Alegria, tristeza, pavor, atra\u00e7\u00e3o. As sensa\u00e7\u00f5es se misturavam. Confundiam-se num torvelinho. O auge desse desconforto de polariza\u00e7\u00e3o do bem e do mal explodiu em sua mente ao ver certa noite o pai encolerizado espancar aquela irm\u00e3 mocinha. Ela chorava, mas certamente era mais por causa da viol\u00eancia do pai do que pelo sangue sangrado. Tinha outra vez sangue na hist\u00f3ria. E ela repetia gritando: \u201cEle vai casar, pai. Ele vai casar comigo\u201d. Ao que o pai respondia enfurecido: \u201cVoc\u00ea manchou o sangue da fam\u00edlia, voc\u00ea desgra\u00e7ou a sua vida e a nossa. Voc\u00ea morreu pra mim. Voc\u00ea morreu!!\u201d. A m\u00e3e chorava num canto. Sua irm\u00e3 manchara o sangue e morrera para o pai, mas ainda parecia viva para ele. Como explicar isso?! Ela n\u00e3o era a galinha, nem o porco, nem sangrara pelo nariz como o amigo da escola. Ela sangrara antes e sorriram. Sangrara agora e choravam? Apanhara do pai. Morrera em vida para o pai que teve o sangue manchado. Sangue que dessa vez ele nem viu. Pressentiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por um bom tempo creditou-se a esse fato a viagem sem volta na qual ele embarcou, se transformando num eterno son\u00e2mbulo. Calad\u00e3o, mergulhado no lago escuro e profundo de seu universo particular. N\u00e3o testemunhou a decad\u00eancia definitiva do lugarejo. Sua terra natal. N\u00e3o notou o fechamento do cinema e nem viu os tanques e caminh\u00f5es com os soldados vasculhando as casas. N\u00e3o viu amigos serem levados. Nem viu mais aquele amigo que sangrou pelo nariz. Tamb\u00e9m n\u00e3o viu o sangue da morte do vizinho toldar a cal\u00e7ada. N\u00e3o se lembra de quando os pais faleceram e a irm\u00e3, casada, tamb\u00e9m deixou o vilarejo com marido e filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os anos foram passando e ele no seu mutismo insond\u00e1vel. Das poucas vezes que conseguiu articular algumas frases, pediu que pintassem o teto do quarto de vermelho. Passava horas deitado a admirar. O fasc\u00ednio. Geralmente exibia um leve ar de satisfa\u00e7\u00e3o. Outras vezes um olhar inexpressivo, indecifr\u00e1vel. E at\u00e9 mesmo, uma vez ou outra, deixava transparecer uma leve express\u00e3o de pavor. \u00c9 o morador mais antigo da velha casa de repouso. Um dos \u00faltimos. Certamente, sua \u00fanica motiva\u00e7\u00e3o na vida \u00e9 imaginar que logo ser\u00e1 o plant\u00e3o daquela enfermeira de olhos vermelhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recebe quinzenalmente uma visita. Sua \u00fanica visita em anos. \u00c9 dona Geni, j\u00e1 velhinha e arcada, que chega se arrastando. Ele n\u00e3o sabe quem \u00e9. Ela s\u00f3 veste branco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pessoal, uma pausa em meio a tanta sandice, oficial ou n\u00e3o. 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