No Dia de Hoje – 24 de outubro

Getúlio Vargas, com outros líderes da revolução, em Itararé/SP, após a derrubada de Washington Luís (Foto: Claro Jansson)

No dia 24 de outubro de 1930, um movimento armado denominado Revolução de 1930, liderado pelos estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, depôs o presidente da República Washington Luís em 24 de outubro de 1930, impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes e pôs fim à República Velha, que dominava a política brasileira desde a proclamação da República.

Com a quebra da Bolsa de Nova Iorque, ocorrida em outubro de 1929, iniciou-se uma crise econômica de escala mundial, esmagando todas as economias com alguma participação nos mercados internacionais, caso do Brasil e suas exportações de café. Em 1929, lideranças da oligarquia paulista romperam a aliança com os mineiros, conhecida como política do café com leite, e indicaram o paulista Júlio Prestes como candidato à presidência da República. Em reação, o presidente de Minas Gerais, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, apoiou a candidatura oposicionista do gaúcho Getúlio Vargas.

Em 1 de março de 1930, foram realizadas as eleições para presidente da República que deram a vitória ao candidato governista, que era o presidente do estado de São Paulo, Júlio Prestes. Porém, ele não tomou posse, em virtude do golpe de estado desencadeado a 3 de outubro de 1930, e foi exilado. Assim, Júlio Prestes passou a ser o único político eleito presidente da República do Brasil pelo voto popular a ser impedido de tomar posse.

Às 15 horas do dia 1 de novembro de 1930, a junta militar passou o poder, no Palácio do Catete, a Getúlio Vargas, encerrando a chamada República Velha, derrubando todas as oligarquias estaduais exceto a mineira e a gaúcha. Vargas assumiu a chefia do “Governo Provisório” dois dias depois. Ele tornou-se chefe do Governo Provisório com amplos poderes. A constituição de 1891 foi revogada e Getúlio passou a governar por decretos, nomeando interventores para todos os Governos Estaduais, com exceção de Minas Gerais. Esses interventores eram na maioria tenentes que participaram da Revolução de 1930.

Os efeitos da Revolução não demoram a aparecer. Ainda em Novembro foi criado o Ministério do Trabalho, da Indústria e do Comércio afirmando o caráter trabalhista no planejamento político de Vargas, que governava por decretos. A nova Constituição só é aprovada em 1934, a chamada Constituição de 1934, depois de forte pressão armada e social da Revolução Constitucionalista de 1932. A estrutura do Estado brasileiro modifica-se profundamente depois de 1930, se reajustando a novas necessidades econômicas e sociais, as quais o governo julgava imprescindíveis.

Getúlio, três anos e meio depois, decreta uma nova constituição, a Constituição de 1937, que instaurava o Estado Novo, em uma suposta tentativa de travar a radicalização da revolução por meio de comunistas denunciados pelo Plano Cohen.

Curiosamente, vários nomes que chegaram a ser eleitos e/ou assumir a presidência no Brasil anos mais tarde tiveram participação na formação do governo de 1930, que deu início a Era Vargas, que durou 15 anos. Entre eles três ex-ministros (Eurico Dutra, João Goulart e Tancredo Neves) e três tenentes de 1930 (Castelo Branco, Médici e Geisel, estes após o golpe militar de 1964).

Fonte: Wikipédia

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