Porque sou contra o “Fora Bolsonaro”

Vamos explicar logo esse título bem rapidinho. Sou contra o ‘Fora Bolsonaro’, porque não posso pedir que suma de nossas vidas, algo que não existe. Essa anomalia, essa figura abjeta, essa nulidade sob todos os aspectos não existe mais. Pelo menos no mundo dos sensatos. E mesmo no mundo real, um dia o mal passa, porque como nossos avós nos ensinaram: ‘não há mal que sempre dure’. (Agora os bolsomínios já pularam fora do site rsrs).

E esse morto-vivo ainda não voltou para esgoto espectral que habita, porque cumpre um script elaborado pelos donos do mundo, que precisam desse biombo para que outro vírus, o tal Paulo Guedes cumpra a tarefa de acabar com nossa estrutura de país autônomo e reinaugure o neocolonialismo que Lula e Dilma interromperam.

Mas a história recente está aí para nos ensinar que tudo realmente passa, como aprendemos com nossos ancestrais. Tiranos como Mussolini, Franco e Hitler tiveram seus dias de glória, mas foram varridos do convívio com a humanidade. E assim será também no Brasil, com relação a essas pragas e vírus que nos tiram a paz nos dias correntes.

Infelizmente, a outra parte daquela máxima popular: ‘nem bem que nunca se acabe’, nós também conhecemos e, um exemplo, para ilustrar isso, é que um dia tivemos Gilberto Gil como ministro da cultura. Hoje sequer temos esse ministério, e o cargo que burocraticamente é o mais alto da cultura no país está ocupado por um inexpressivo atorzinho de bosta, um tal de Frias, que tem veleidades claramente fascistas.

A referência ao grande Gilberto Gil, não foi à toa, claro, escrevi esses parágrafos no dia em que o mestre completa 78 anos, dia 26 de junho. E seguindo um conselho seu, devemos andar com fé, que a fé não costuma falhar. Mas não perdendo de vista outros versos, esses, escritos nos anos de chumbo, com Caetano: ‘É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte’.

E para dar uma aliviada na coluna, um soneto do meu livro ‘Àgua de Passarinho’, uma homenagem à minha filha Carolina, que aniversaria dia 30, nesse junho cheio de estrelas, Paul MacCartney, Chico Buarque, Gilberto Gil e outros astros.

Flor de luz

Chegaste em flor num inverno distraído 
Cego em brumas nem senti o seu pousar 
Pouco depois reparei embevecido 
A branca luz a fluir do seu olhar 
E essa luz que é um farol a reluzir 
Impõe às trevas a sina natural
Astro pleno eis o Sol a seduzir 
Aquece o frio nessa idade invernal

A firmeza da pureza que me assombra 
Diluindo a omissão de toda sombra 
Sorri da vida roubando-lhe um brinquedo  

É a lição que a claridade nos ensina
Há um céu azul acima da neblina
E a luz se fez para enclausurar o medo

Você pode gostar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O limite de tempo está esgotado. Recarregue CAPTCHA.