Reajuste salarial de 3% não agrada servidores públicos de Resende

Cerca de 1.814 servidores públicos de Resende receberão um reajuste salarial de 3%. A informação é do Sindicato dos Funcionários Públicos do Município de Resende (SFPMR). Em nota divulgada nesta segunda-feira, dia 28, nas redes sociais, o associação destaca que “depois de uma intensa luta e negociação com a Prefeitura Municipal de Resende”, a categoria conseguirá o reajuste.

Para o sindicato, a conquista maior ficará por conta desses mais de 1,8 mil servidores que recebem o salário base abaixo do mínimo nacional, e que terão a correção realizada. Ainda assim, o presidente em exercício da associação, Georvânio Sousa, a categoria continuará mobilizada.

– (…) Apesar desse percentual ser muito pequeno diante dos mais de 30% de perda inflacionária que tivemos nos últimos anos, temos a convicção que será muito bem vindo. É preciso deixar claro, que de maneira nenhuma o sindicato vai afrouxar as bases da negociação (…) – respondeu.

Mesmo com o pequeno reajuste, o sindicato também informou que ainda não foi possível reajustar o cartão alimentação e o aumento do teto salarial para os servidores que fazem jus a esse benefício. Segundo a associação, a prefeitura alega que o atual contrato com a empresa responsável pelo carregamento não comporta reajustes por se encontrar no limite de servidores atendidos.

Nas redes sociais, nem todos os servidores receberam a notícia com otimismo. “… Pelo que eu li, parece que ele vai nivelar os níveis salariais da prefeitura (1, 2, 3, 4, 5) tudo em 1 salário … Ou seja um assistente administrativo vai ganhar o mesmo que um coveiro”, criticou um dos participantes do grupo.

Outro servidor criticou inclusive a atitude do sindicato em relação às negociações com o prefeito Diogo Balieiro. “A última vez me lembro, a turma tentou botar pressão (no prefeito Diogo Balieiro) acreditou no sindicato, e tomou falta… O sindicato nada fez…”, lembra.

O vereador Caio Sampaio (Rede), também nas redes sociais, aconselhou aos servidores que mantenham a mobilização, mesmo com o reajuste. “Sugiro continuar a mobilização independentemente do ganho até agora. O prefeito só cedeu porque viu a organização. Vamos continuar e se for o caso estruturar uma greve geral dentro da lei”, completou.

Em nota, a Prefeitura de Resende informou que o reajuste de 3% no salário é válido para todos os servidores municipais de carreira, mas que em alguns casos, alega que os valores poderão subir em até 41%, especialmente para os 1,8 mil funcionários que recebem abaixo do mínimo nacional. A partir desse aumento, a prefeitura estipula que esse valor pode chegar a R$ 1.027. E que “essa equiparação melhora também todos os benefícios que têm como cálculo o salário base, como por exemplo os anuênios e triênios”.

No entanto, esse aumento representou apenas uma correção no salário dos funcionários que tinham piso menor que o mínimo nacional e recebiam apenas uma aespécie de complementação, já que por lei ninguém pode receber menos que o piso salarial mínimo. Além disso, o aumento não contempla outros benefícios e pode representar na verdade um prejuízo para outros servidores.

Segundo uma servidora participante do grupo, quanto maior o salário, maior o desconto do Resenprevi (fundo previdenciário do município) e o valor da passagem pelo salário base. Além disso, a maioria dos servidores ainda pode perder o direito ao Cartão Alimentação

– Uma coisa que eu queria saber que não estou vendo ninguém comentar, nem o sindicato: como fica o Cartão Alimentação tendo em vista esse aumento dos salários? Quase todo mundo vai ficar de fora com esse novo reajuste. Hoje o limite de corte é para quem ganha até R$ 1.160, que ainda tem direito ao cartão. Na verdade vai haver uma troca, “eu pego o valor do seu cartão e te dou em forma de salário”. Se formos pensar, não está havendo aumento nenhum, pois estando dando uma coisa pra tirar outra – desabafou.

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One thought on “Reajuste salarial de 3% não agrada servidores públicos de Resende

  1. As conquistas se efetuam paulatinamente, não subitamente. Considerem que a imensa maioria das prefeituras não está pagando nem o salário normal com regularidade… O sindicato está no seu papel, enquanto representante da categoria, de cobrar o que acha justo, mas nem sempre o justo é factível…

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