Progresso prejudica Toyota

Há aproximadamente seis anos, com a chegada da fábrica da Votorantim, em Resende, a Prefeitura de Resende, ainda na gestão de Silvio de Carvalho, começou a abrir e a asfaltar ruas em bairros vizinhos à fábrica. Em um deles, o Jardim Toyota, essas melhorias tiveram um preço: o parque construído na gestão anterior, de Eduardo Meohas, que contava com brinquedos, quadras e mesa para pingue-pongue, foi desmanchado para que fosse alargada a rua principal do bairro, a Projetada, com a promessa de que a única área de lazer da comunidade seria refeita.

Essa promessa, no entanto, ficou no papel até hoje. Com a chegada do prefeito José Rechuan, apenas um playground de madeira e a antiga mesa de pingue-pongue se encontravam no mesmo local. Isso até outubro do ano passado. “O brinquedo estava sem manutenção e já se encontrava com marcas de vandalismo, oferecendo perigo. Então embalamos as peças com TNT e solicitamos o conserto do brinquedo, que foi retirado e até hoje não foi recolocado”, conta a presidente da Associação de Moradores dos bairros Jardim Primavera e Jardim Toyota (Primatoya), Teresa Helena Viana Valério.

Como se não bastasse a falta do parque, os moradores das Ruas Um, Quatro e Cinco, todas localizadas no mesmo bairro, sofrem com a falta das chamadas bocas-de-lobo, responsáveis pelo escoamento das águas pluviais. Os moradores relatam que na mesma época em que foi retirado o parque, não houve uma preocupação em construir uma rede de águas pluviais, com várias bocas-de-lobo ao se asfaltar as ruas citadas. O resultado pode ser visto à beira das calçadas: muita água empoçada em vários trechos dessas ruas, causando mau cheiro e riscos para a saúde. “O próprio prefeito (Rechuan) veio em nosso bairro para ver as ruas, abrimos vários processos na prefeitura e vários vereadores já fizeram indicações (entre eles Tisga, Pedra e Soraia Balieiro), tudo isso para providenciar a boca-de-lobo”, conta o pedreiro Hudson Fidelix, que mora na Rua Um.

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