24092017

Reinventando minha vida

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Ontem resolvi almoçar em um lugar diferente do usual e deparei-me com um amigo que se viu subtraído pela vida da companheira de anos. Aproveitei a oportunidade do encontro e ofereci-me para compartilhar daquele momento e conversar.

Ao perguntar como ele estava gastando seus dias, ouvi: reinventando minha vida.

É certo que essa é uma atitude para qual devemos estar atentos, pois pode ser solicitada a qualquer instante. Entretanto, reinventar a vida aos 20, 30 e 40 anos é muito diferente de precisar faze-las no ocaso da nossa existência.

Fui testemunha de pessoas que emergiram com tenaz energia para a vida ante a exigência dessa reinvenção ao mesmo tempo em que presenciei outras desaparecerem com espantosa rapidez.

Olho para a minha vida e procuro lembrar-me de quantas vezes isso já me foi solicitado e por quantas vezes tive a disciplina e a força exigida para novos rumos, novas direções. E procuro profetizar quantas vezes mais vou ouvir esse chamado.

Em menor ou maior proporção, precisamos mudar certas coisas por força dos rumos que nossa vida vai tomando todos os dias: seja uma dieta, um novo emprego, um novo amor, uma outra forma de viver e buscar a felicidade em lugares que nem sabíamos que podia ser encontrada. Subtrações forçadas nem sempre significam menos. Muitas vezes podem ser o que precisamos para descobrir nossa fortaleza interior e, dessa forma, sermos legitimamente os protagonista da nossa história.

Ângela Alhanati
contato@angelaalhanati.com.br
Livre pensadora exercendo seu direito à reflexão

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