25062017

Provavelmente teve início na Rússia

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Provavelmente teve início na Rússia e por lá disseminou em redes sociais o jogo da Baleia Azul. Esse jogo, segundo apontam informações, é comandado por curadores e envolve o público adolescente, convidado a cumprir desafios. Trata-se de uma série de tarefas que os jogadores devem completar, algumas das quais envolvem automutilação. A última tarefa é o suicídio. Embora nenhuma morte tenha sido definitivamente ligada à Baleia Azul, houve fotos de feridas auto cortantes compartilhadas em redes sociais, juntamente com as hashtags do jogo. O termo “Baleia Azul” refere-se ao fenômeno de baleias encalhadas, que é comparado ao suicídio. Enquanto o fenômeno parece ser real em certa medida, algumas publicações exageraram seu alcance, levando a um certo pânico moral. Além disso, o jogo forneceu forragem para vários teóricos da conspiração, alguns dos quais afirmam que é uma campanha organizada dirigida por ucranianos.

Dentre as muitas teorias acerca dessa delicada questão, verídicas ou não, o importante é ressaltar que o público alvo é um público altamente contaminável por novidades e sugestionável. O adolescente ou seu conceito, como já escrevi aqui em outro artigo, é um sujeito fabricado há muito pouco tempo, uma ideia contemporânea e cultural. Aparece quando a família resolve investir mais em seus filhos e os afastam do mercado de trabalho para que se qualifiquem melhor, afim de que exerçam funções profissionais escolhidas segundo o talento ou a vocação. Esse sujeito é um sujeito sem classe: nem adulto e nem criança. Velho para algumas coisas e novo demais para outras. Hormônios em ebulição, choram demais, riem demais, são intempestivos, necessitam desafiar regras e limites para se enxergarem no mundo e se libertarem das amarras sociais e parentais. Necessitam se identificar e ter suas próprias escolhas e experiências. Ainda sem uma visão realista do mundo, são bombas que podem se desarmadas ou explodem causando estragos indeléveis.

A banalização da violência parece ser uma tônica vivida por essas pessoas dessa faixa etária nos dias atuais. São pessoas muito procuradas para serem recrutadas para o crime, pois aceitam com relativa facilidade em troca de pequenos benefícios, arriscam sua saúde experimentando drogas e sexo promíscuo, se envolvem fácil em “conversa mole”, exatamente por se acharem muito espertos.

Há um perigo enorme de suicídios e depressão, além do desenvolvimento de transtornos mentais nessa época da vida. Isso não pode e não deve ser menosprezado. Portanto, pais: sejam firmes, atualizem-se e não tenham medo de perder o amor de seus filhos. Ninguém se apaixona pelos fracos. Sejam fortes e vençam essa luta de mãos dadas com eles. Limites e orientação é tudo o que eles precisam e não de pais e educadores permissivos, omissos, desinformados e distantes.

Se não souberem como agir, busquem ajuda profissional antes que seja tarde demais.

Ângela Alhanati
contato@angelaalhanati.com.br
Livre pensadora exercendo seu direito à reflexão

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