24042017

Obesidade no Brasil entra em alta, diz estudo

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Gordinho se medindo

A doença, em dez anos, passou de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016.

Nesta segunda-feira, dia 17, o Ministério da Saúde apresentou dados que revelam o aumento da obesidade no Brasil, mostrando que, uma em cada cinco pessoas no país está acima do peso, com prevalência da doença num período de dez anos de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016. Esses números fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), com tal tendo realização em todas as capitais brasileiras. O resultado reflete as respostas de entrevistas realizadas de fevereiro a dezembro de 2016 com cerca de 53 mil pessoas, com idade superior a 18 anos.

O índice de obesidade aumenta com o avanço da idade, porém o mesmo entre os brasileiros de 25 a 44 anos apresenta-se ainda elevado, com indicador em 17%. O estudo mostra que o excesso de peso também cresceu entre a população das capitais, de 42,6% para 53,8% em 10 anos. Além disso, os hábitos alimentares dos brasileiros vem sofrendo mudanças, com o consumo cada vez menor de ingredientes considerados básicos e tradicionais, como feijão, que o consumo regular de 67,5%, em 2012, caiu para 61,3%, em 2016. Apenas um entre três adultos consome frutas e hortaliças em cinco dias da semana. Esse quadro mostra a transição alimentar no país que, se antes era a desnutrição, agora está entre os países que apresentam elevadas taxas de obesidade entre a população.

diabetes insulina

A diabetes é apenas uma dentre tantas outras doenças provenientes da obesidade.

Essa pesquisa acaba por se refletir em outros quadros de doenças oriundos da obesidade que também vem em alta em todo o país, como diabetes e hipertensão. Tais doenças crônicas não transmissíveis pioram a condição de vida dos indivíduos e, em casos extremos, levam ao óbito. O índice de diagnóstico médico de diabetes passou, com análise também nesse período de 10 anos, entre 2006 a 2016, de 5,5% para 8,9%, respectivamente, assim como a hipertensão, que de 22,5% subiu para 25,7%. Além disso, em ambos os casos, o diagnóstico mostra-se com maior prevalência entre o público feminino.

Para a reversão desse quadro preocupante, medidas vem sendo tomadas, como campanhas de conscientização, mas no geral, tal mudança parte de cada, com a percepção do quanto a alimentação e a prática de esportes e/ou atividades físicas interferem positivamente na saúde, não somente prolongando a vida, mas principalmente tornando cada dia mais prazeroso e com disposição para fazer os afazeres diários, e esse bom senso cabe a todos, não importando a idade.

Fonte: Portal Brasil

Foto: Radio Canada International/Pinterest/Veja – Abril.com

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