22052017

Criadora de projeto social leva atividades para a própria residência

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Cássia decidiu manter o maior número possível de atividades do projeto em casa

Cássia decidiu manter o maior número possível de atividades do projeto em casa

Em agosto de 2015, apenas cinco meses após a morte da mãe, a técnica em contabilidade Cássia Sampaio começou as atividades de seu recém-criado projeto social De Nós Tudo um Pouco, em parceria com professores voluntários e entidades como a Associação de Moradores da Cidade Alegria (Amcha). Um ano e meio após a primeira entrevista realizada, a equipe do jornal BEIRA-RIO retornou ao bairro para conferir as novidades do projeto.

A principal delas é a mudança de local para a realização da maioria dos cursos oferecidos. Desde o final do ano passado, a idealizadora do projeto, que hoje prefere ser chamada de Cássia Actis, levou quase 100% das atividades para uma nova sede, a própria casa. “Resolvi fazer isso porque estava difícil manter a atividades em outros lugares; Com exceção de alguns cursos, que seguem sendo realizadas as aulas na Amcha, o restante eu consegui colocar aqui em casa”, revela.

Com isso, ela fez uma grande reforma em sua casa, que fica na Rua das Acácias, onde construiu logo na entrada duas salas. “Uma delas, na verdade, era um cômodo que estava construindo para minha mãe ficar, mas ela acabou morrendo e não havia conseguido terminar. E então resolvi fazer a sala de reforço de português e de alfabetização para adultos”, responde Cássia. Já a outra sala, antes um dos quartos, virou a segunda sala da frente. Nos fundos da casa, foi construída uma sala de danças, onde acontecem as aulas de balé clássico, dança do ventre e kickboxing. “Aqui, uma professora doou para o projeto os espelhos”.

Também foram construídos um local para guardar materiais, a copa virou o escritório do projeto, e os únicos cômodos que sobraram para que Cássia (que mora sozinha com dois gatos de estimação) pudesse realmente chamar de lar é o quarto, a pequenina sala, a cozinha e a área de serviço, já que o banheiro tem uso dividido entre ela e os participantes do projeto.

– A grande recompensa que eu tive com essa mudança foi ver a alegria no olhos das mães e de suas crianças, poder ajudá-las por causa da gratuidade dos meus cursos. E os voluntários continuam chegando e trazendo sua experiências para ajudar, e isso também é uma dádiva de Deus. Não é para qualquer projeto! – disse.

Ainda sim, alguns cursos ainda funcionam fora da sede: o de corte e costura, de crochê e desenho artístico, além dos inglês e espanhol, que seguem acontecendo na sede da Amcha. E o espaço pequeno não é empecilho para o crescimento das atividades oferecidas pelo projeto. “Em breve teremos cursos técnicos de Recursos Humanos, Logística e atendimento psicológico e massoterápico, além de dança gospel”, antecipa.

Durante o dia, Cássia cuida da casa e dos companheiros felinos. As atividades acontecem sempre de segunda a sexta, à noite, e aos sábados na parte da manhã.

Sala de reforço tem ajudado crianças e adultos no aprendizado de português

Sala de reforço tem ajudado crianças e adultos na alfabetização e aprendizado de português

APRENDIZADO E PRECONCEITO
Uma das mães que costuma participar levando seus filhos, conhece o projeto desde que inscreveu a filha para o balé. Hoje, a menina não dança mais, apenas faz aulas de reforço. “Eu já conhecia o trabalho da Cássia, que é sério. E as aulas de reforço têm ajudado muito, já que meus filhos têm dificuldades na escola”, diz a dona de casa Aline Aparecida Silva, mãe de Yngrid, de 8 anos, e de Kelvin, de 6 anos.

A professora dos meninos, a voluntária Hermínia Knapp, fala sobre a aceitação dos alunos. “Não tem dinheiro que pague ver aqueles olhinhos brilhando. Especialmente das senhoras que vêm pra aula de alfabetização, elas costumam ter uma motivação maior para aprender. E diferente do que se pensa, o idoso aprende mais rápido que uma criança. O único problema é que ainda existe o preconceito entre os familiares dessas pessoas, que acabam não incentivando os avós ou pais a estudarem”, frisa Hermínia.

Os cursos são inteiramente gratuitos. A sede fica na Rua das Acácias, 836 , no bairro Cidade Alegria (próximo a igreja Nossa Senhora da Paz). A sede da Amcha fica na Bairro: Rua das Samambaias, 678, também no mesmo bairro. Os telefones de contato para se inscrever em qualquer um dos cursos ou para ajudar a entidade com qualquer quantia ou parceria, os telefones são (24) 99266-4396 (Claro e WhatsApp) e 99952-1243 (Vivo). Cássia informa que estão abertas as novas turmas, e seguem sendo realizados os seguintes cursos:

– Na residência da Rua das Acácias:

Segunda e terça

Balé – Sala 03
Baby (03 a 06 anos) – 18 às 19h
Infantil (07 a 10 anos) – 19 às 20h
Juvenil (11 anos em diante) – 20 às 21h

Quarta e Quinta

Reforço de português – Sala 01
18 às 19h

Alfabetização – Sala 01
19 às 20h

Violão – Sala 02
19 às 20h

Dança do ventre – Sala 03
19 às 20h

Sexta

Kickboxing – Sala 03
18 às 19h

Violão – Sala 02
19 às 20h

Dança do Ventre – Sala 03
20 às 21h

Hip Hop – Sala 03
21 às 22h

Sábado

Bordado, crochê e ponto cruz – Sala 01
09 às 11h

Hip Hop – Sala 03
09 às 11h

Dança gospel – Sala 03
Baby – 16 às 17h
Infantil – 17 às 18h
Adulto – 18 às 19h

Teatro – Sala 03
19 às 20h

– Na Amcha

Quarta

Espanhol
18 às 20h

Quinta

Crochê
15 às 17h

Sábado

Inglês
09 às 11h

Desenho Artístico
13 às 15h

Corte e Costura
15 às 18h

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