20082017

Estresse e trânsito: Combinação para o desastre

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foto-abre1 722999Tem pessoas que pensam que é apenas frescura, coisa de momento, que não é nada, que logo passa, mas de fato o estado emocional de um indivíduo – quando irritado – pode trazer sérios danos dependendo da ocasião em que se apresenta com tal, principalmente se for no trânsito. E se pensa que acabou aí, engana-se, pois mesmo que não seja diretamente com você a questão, a razão da discussão no presente momento, ainda pode vir a fornecer um risco a ela e aos demais no contorno, ocasionado acidentes que poderiam ser evitados.

Motoristas, motociclistas, pedestres, passageiros e ciclistas estão no trânsito se deslocando para diferentes destinos e com objetivos igualmente diversos: retorno do trabalho, ida a um compromisso importante ou apenas a passeio. O estresse causado pela poluição sonora, advindo de outras coisas que vem a perturbar o indivíduo ao longo do dia é natural, porém a perda desse controle é o fator crucial que, em um determinado instante, pode vir a colocar em risco a vida de muitos.

Não raro, o ambiente democrático no trânsito vem a se torna hostil, revelando-se ideal para a troca de afrontas entre os usuários. Para que acidentes não agravem esse cenário, manter a paciência e a calma são determinantes, isso tudo adverte um estudo inédito realizado pelo Instituto de Transportes da Virginia Tech, que tais práticas associadas à direção, raiva, agitação e tristeza aumentam em quase dez vezes os riscos de colisões. Para entender em que momento dirigir passou a ser encarado como um ato estressante, alguns especialistas foram ouvidos.

transito-nerv-6f1 6783999Bernardo Conde, antropólogo e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), afirma que essas mudanças de humor são naturais devido a rotina estressante vivenciada pelas pessoas todos os dias, com trabalho,estudo, casa, entre outros fatores, que aumentam essa frustração no trânsito, mas que esse controle deve ser priorizado, pois está a colocar a si mesmo e outros em risco. Segundo ele, essas oscilações de humor respingam nas interações entre os usuários, que, em sua maioria, se tratam com distanciamento.

– Somos um povo muito cordial e solidário com o que nos comove, mas não com os desconhecidos, como é o caso do motorista ao lado – completa.

Tal falta de cordialidade vem se alastrando a décadas, antes mesmo desse sentimento de intolerância generalizada que se alastrou pelo país nos últimos tempos.

O vice-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), Mauro Gil, diz que as pessoas devem perceber que o trânsito é um espaço democrático, público, compartilhado e que exige respeito e reciprocidade, sendo esse o primeiro passo para impedir que as emoções aflorem de maneira nociva.

A orientação então para que tenhamos um trânsito mais seguro, e pessoas mais sociáveis em meio público, tanto trânsito quanto em outros locais, é equalizar as emoções e evitar que o estresse interfira na saúde física e mental desenvolvendo a chamada empatia, o controle da raiva e a aplicação de técnicas de comunicação positiva.

Fonte: Assessoria de Imprensa (Perkons)

Foto: Clinipam/Sitio do Perlim/Veja São Paulo

1 comentário to “Estresse e trânsito: Combinação para o desastre”

  1. nilo sergio gomes disse:

    Caros leitores! O trânsito poderia ser a rua da nossa casa, mais tranquila e todos se conhecem e de certa forma se respeitam – mas não é. Cada um de nós levamos um ou mais problema para fora de nossas casas, somados aos problemas trazidos pelos outros motoristas, transformam em combustível em quantidade suficiente para explodir. Portanto, vamos adotar o que dizia o mestre GENTILEZA : “gentileza gera gentileza”. A vida é curta e não vale a pena explodir por pouca coisa. SAÚDE MENTAL E TOLERÂNCIA PARA TODOS!!!

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