25062017

Uma breve passagem pelo Brasil

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O atacante (centro) ao lado do diretor da escola, José Djalma da Silva Filho e da diretora adjunta Fernanda Sardella Pisaneschi

Desde o mês passado, quando se desligou do Crac, da cidade de Catalão/GO, o atacante Blendow Esteves está em Resende aguardando outra proposta para seguir no futebol profissional. Ele conta o que levou a decisão de encerrar o contrato com o clube goiano. “No começo do ano, o Crac começou a ser administrado por um empresário, que não nos tratou da forma neessária e conduziu o clube de forma desastrosa. Com isso, eu e outros cinco colegas do time profissional titular resolvemos nos desligar”.

Segundo ele, pouco tempo depois, o empresário teria deixado o clube. Mas já era tarde demais. O Crac teve o rebaixamento para a divisão de acesso do futebol goiano confirmada na rodada do último fim de semana do estadual local. No entanto, segue parado no esporte, uma vez que o contrato era para ter durado quatro meses e o vínculo com o clube anterior havia se encerrado. “Foi uma pena ter saído de lá, o povo catalano é muito receptivo. Depois do que aconteceu no clube, o empresário se viu obrigado a se retirar”, acrescenta Tevinho.

Enquanto não retorna para a Europa, o atacante aproveita para continuar os treinos ao lado do pai e do tio, conhecido como Tevo (apelido que ganhou quando jogava pelo Resende FC) no Parque das Águas. Além disso, tem visitado os amigos e parentes que deixou em Resende. Nesta quarta-feira, dia 5, ele esteve na Escola Municipal Noel de Carvalho, onde cursou do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e aproveitou para realizar a entrevista com exclusividade ao jornal BEIRA-RIO.

Tevinho relembra da época em que estudava na instituição. “Eu ficava matando aula para jogar futebol (foi no Noel que Tevinho deu seus primeiros chutes), mas também gostava de outros esportes”. A inspetora Valéria Cristina Reis, que trabalha na escola há 19 anos confirma o fato. “Apesar do Tevinho não ter sido muito arteiro, sempre precisava ficar cobrando dele pra que voltasse pra sala de aula, pois ele só queria ficar jogando bola. Mas o rendimento escolar sempre foi bom, nunca precisou de reforço”.

No entanto, com a chegada ao futebol português, por ser ainda adolescente (15 anos na época), Tevinho precisou continuar os estudos na Europa. Lá precisou se adequar. “Em Portugal o ensino é integral e bem mais ‘puxado’ que no Brasil. Lá você tem quwe estudar pra poder continuar no esporte. Foi dessa forma que eu concluí o Ensino Médio e fui cursar Educação Física na Universidade da Madeira. Só assim comecei a valorizar os estudos”, confessa.

Durante o período em que saiu de Portugal, Tevinho recebeu propostas de clubes do país europeu onde vive desde 2010, mas também não faltou interesses de times brasileiros. “O Barra Mansa e o Voltaço tiveram interesse, mas nada de concreto. Daqui da região, somente o Resende não demonstrou interesse na minha contratação”, relembra o atacante.

O idealizador da página “Fanáticos pelo Resende”, Álvaro Marques, critica a falta de interesse do alvinegro pelo jogador. “Os empresários do time preferem pegar só jogadores que interessam a eles. É uma vergonha o atleta nascido em Resende não poder jogar em sua terra natal!”, cita Álvaro, que criou a página com o objetivo de fiscalizar e cobrar melhorias do clube.

O atacante estará definindo seu novo clube a partir de maio, depois que embarcar para a Europa. “Darei prioridade para o clube onde eu tiver maior possibilidade de crescer profissionalmente na minha carreira”, conclui.

Foto de capa: Divulgação

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