23042017

Coleta de lixo e contentores subterrâneos são temas da Agenda 21 de Barra Mansa

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Presidente da Agenda 21 criticou mau uso de contentores instalado no Centro da cidade (Foto: Reprodução/PMBM)

Presidente da Agenda 21 criticou mau uso de contentores instalado no Centro da cidade (Foto: Reprodução/PMBM)

Depois de ficar por mais de dois anos sem reuniões com poder público, empresas, organizações não-governamentais e população, foram retomadas as atividades da Agenda 21 Local de Barra Mansa. Este foi o segundo evento realizado – na tarde desta quinta-feira, dia 30, na Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Barra Mansa (Aciap-BM) – já com a nova mesa diretora, eleita no primeiro encontro, no mês passado.

– Nesta reunião, falamos sobre alguns temas voltados à questão da coleta de resíduos sólidos. Entre eles o contentor subterrâneo (instalado na Rua São Sebastião, no Centro de Barra Mansa em 2015, pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto – Saae -, para o descarte adequado do lixo), que veio para trazer vantagens, mas infelizmente não vem sendo utilizado adequadamente – explica o presidente da Agenda 21 Local, Isaías Gomide.

Presidente Isaías recebeu sugestões da plateia

Presidente Isaías recebeu sugestões da plateia

O assunto foi colocado em discussão com as cerca de 40 pessoas presentes, junto com a apresentação de outros trabalhos feitos em prol do descarte de lixo no município (Responsabilidade Compartilhada de Resíduos e destinação final dos resíduos, esta última falando do aterro sanitário localizado em Barra Mansa). “A gente levanta um debate e o encaminha às autoridades para a solução do problema, como aconteceu no passado, quando os participantes reclamaram de que havia um forte cheiro na estação de tratamento. E a empresa logo corrigiu o problema colocando filtros especiais que inibiram o odor”.

A agenda ambiental, na qual a versão global foi instituída durante a Rio 92 (ou Eco 92, evento que reuniu representantes de vários países em prol do Meio Ambiente) nasceu no ano de 2003, mas ficou por um tempo inativa. E com o retorno, a plateia voltou a ganhar o direito de sugerir qual tema pretende que seja abordado pela Agenda 21, que foi escolhida para a realização dos trabalhos de dois participantes.

Diretor social da Associação Ambiental Verde que Salva (voltada a preservação de áreas ambientais), criada no bairro Getúlio Vargas, em Barra Mansa, Reginaldo Lopes revela que tem acompanhado os fóruns do evento. “Estou procurando desenvolver para um município aqui próximo essa mesma agenda para podermos discutir assuntos voltados à preservação ambiental”, cita Reginaldo, falando que pretende criar uma Agenda 21 em Rio Claro.

Já a especialista em recursos hídricos da Escola de Projeto da Agevap de Resende, Amanda Maia Pereira, apesar de ter marcado presença com o traje da entidade que representa, aproveitou o encontro para conhecer melhor as iniciativas que deram certo em Barra Mansa na coleta de lixo e estender isso a um projeto que elabora para um município mineiro.

– Como a Agenda 21 abrange vários temas voltados a sustentabilidade, ela abrange o que eu necessito para um município localizado às margens do rio Paraíba e me ajuda no trabalho de elaboração do Plano Municipal de Gestão Integral de Resíduos Sólidos (PMGIRS) com o mesmo tema de hoje para o município de Astolfo Dutra. Ainda que a realidade mostrada aqui seja de um município com população maior – diz Amanda.

Ela destaca a forma como o debate foi conduzido e a experiência de Barra Mansa na coleta dos resíduos sólidos. “A forma como Barra Mansa tem destinado seu lixo é uma solução interessante. Por isso é importante ter exemplos de outras cidades”, completa.

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