22052017

Segurança no trânsito afeta vários setores

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JornalA imprudência no trânsito mata cerca de 45 mil pessoas por ano no Brasil e deixa aproximadamente 600 mil com sequelas permanentes, conforme aponta o Ministério da Saúde. Isso significa que o país registra uma infeliz média de 123 mortes por dia – é como se a cada 24 horas caíssem quase dois aviões semelhantes ao que levava a delegação da Chapecoense. Em 2016, só o estado de São Paulo contabilizou 5.727 óbitos nas ruas e estradas, segundo o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito.

O fato é que esses números parecem não mais amedrontar as pessoas, que observam esses incidentes cotidianamente na televisão, rádio e internet, mas acabam por considerar algo normal, havendo assim sua banalização, assim como perante outros assuntos como homofobia, crime, etc

Além do trauma que a violência no trânsito deixa em quem perde um ente querido, ela provoca um profundo impacto social e econômico e, num cenário de recessão como o atual, o custo da imprudência nas ruas e estradas chama ainda mais a atenção. Considerando os gastos com resgate, tratamento hospitalar e reabilitação das vítimas; conserto de equipamentos de trânsito danificados nessas ocorrências, custo do atendimento prestado pela polícia e bombeiros; além do reflexo com a perda de cidadãos em idade economicamente ativa, o valor apontado chega a R$ 56 bilhões. A estimativa considera como referência o ano de 2014 e foi apresentada pelo Observatório Nacional de Segurança Viária.

Esses dados procuram mostrar além do quanto custa à violência no trânsito algo mais preocupante, ao aplicar essa quantia no suporte às vítimas de acidentes de trânsito, esses gastos poderiam ir para outras áreas de importância, educação básica e hospitais.

O cálculo fica ainda mais dramático quando se constata que o gasto com auxílios-doença, aposentadoria por invalidez e pensões por morte contabilizaram R$ 25,6 bilhões, no período entre 2003 a 2012 no Brasil, de acordo com a Previdência Social. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), presentes em um estudo encomendado pela Secretaria de Políticas de Previdência Social, revelam ainda que na população de 15 a 29 anos – portanto, no ápice da idade economicamente ativa -, os acidentes de trânsito são considerados a causa principal de morte no país, com os homens sendo oito em cada 10 vítimas dentro dessa faixa etária.

Portanto, um trânsito mais seguro depende de cada um de nós, com pequenas medidas fáceis que podem garantir que uma viagem não seja apenas de ida, mas de volta também, com práticas comportamentais mais adequadas que, não somente se apresentam como respeito e empatia ao próximo, mas também compromisso como cidadão, de colaborar para o crescimento econômico e social do país.

Fonte: ProSimulador – Empresa homologada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran)

Foto: Portal das Estradas/Informe Blumenau

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